A SBMET, reconhecendo o crescimento da Meteorologia no Brasil, e considerando a alta demanda por informações e previsões dirigidas aos diversos setores da sociedade, vem incentivando a organização de eventos de impacto entre os congressos bienais. Neste contexto, foi realizado I Simpósio Internacional de Climatologia da SBMET, em Fortaleza no período de 23 a 27 de outubro de 2005. Neste evento foram discutidos os temas: A Hidroclimatologia e os Impactos Ambientais em Regiões Semi-Áridas. Foram discutidos aspectos relacionados aos recursos hídricos e à degradação ambiental em diversas regiões semi-áridas do planeta, além do semi-árido do Nordeste do Brasil. O II Simpósio Internacional de Climatologia da SBMET, realizado em São Paulo entre 04 e 08 de novembro de 2008, teve como tema “Detecção e Atribuição de Causas para as Mudanças Climáticas na América do Sul”. Dando continuidade, o III Simpósio será realizado em Canela/RS, no período de 18 a 21 de outubro 2009, e o tema central será “Mudanças de Clima e Extremos Avaliação de riscos futuros, planejamento e desenvolvimento sustentável”. OBJETIVOS Vários extremos de clima foram observados nos últimos cinco anos como seca no Sul em 2004-2006, ciclone Catarina em 2004, seca na Amazônia em 2005, chuvas intensas e enchentes ocorridas no Sudeste e Sul do Brasil, em especial os eventos recentes de chuvas intensas e inundações em Santa Catarina, que causaram a morte de pelo menos 120 pessoas e perdas econômicas da ordem de centenas de milhões de dólares. Estes acontecimentos levantaram enorme interesse sobre o tema e questionamentos sobre o real conhecimento a respeito das mudanças climáticas e mecanismos que possam dar origem às mudanças na freqüência e intensidade de eventos extremos de clima. A sustentabilidade do desenvolvimento do Brasil está fortemente relacionada à capacidade de resposta a estes desafios e oportunidades associadas às mudanças climáticas. O Brasil é vulnerável às variações atuais do clima com seus extremos e, mais ainda, às mudanças climáticas que se projetam para o futuro. A economia brasileira é fortemente baseada em recursos naturais diretamente dependentes do clima. Nossas fontes de energia renovável, agricultura e biodiversidade são potencialmente vulneráveis a essas mudanças. As desigualdades regionais e sociais tornam largos extratos da população vulneráveis à variabilidade e aos extremos climáticos. O desenvolvimento sustentável do país depende da busca de adaptação às mudanças climáticas em todos os setores, além da redução do risco futuro através da mitigação O tema central do III SIC focará eventos extremos de clima (hidrometeorológicos, temperatura, circulação) em várias escalas de tempo (sinótica, sazonal, interanual e de longo prazo, assim como mudanças climáticas), incluindo a detecção e atribuição das causas destes fenômenos, assim como as dimensões humanas destes extremos. Além disso, considerar-se-á também o papel dos governos nos aspectos de adaptação da sociedade a estes extremos e o papel das empresas nas discussões sobre mitigação de impactos. Serão aceitos estudos sobre o Brasil e América do Sul. Devem ser abordados temas relacionados à metodologia estatística para a detecção das mudanças nos extremos, análise da variabilidade natural de baixa freqüência, em particular os efeitos da variabilidade decadal e multi-decadal, efeitos associados à mudança de uso da terra (desmatamento, ilha de calor, áreas irrigadas, grandes reservatórios), aerossóis e a influência do aumento da concentração de gases de efeito estufa, projeções de extremos no futuro e estimativas de incertezas. O III SIC deverá produzir resultados que serão apresentados em fóruns governamentais e em publicações especializadas. FORMATO Palestras e apresentação de trabalhos na forma de apresentações orais (plenárias e apresentações curtas), discussões em mesas redondas e pôsteres. Os pôsteres serão afixados durante todo o evento, com uma sessão geral de apresentação.
TEMAS Temas a serem abordados (serão abordados como apresentações orais e pôsteres): 1. Variabilidade natural de eventos extremos de clima.
Mesas redondas Serão planejadas algumas mesas redondas (vide temas abaixo), tendo como convidados cientistas, tomadores de decisões, representantes de empresas, público, etc. |
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