Fenômeno
Catarina em Debate
(Os arquivos das palestras foram retiradas temporariamente)
Esse Informativo é dedicado a apresentar informações
detalhadas do Workshop sobre o Fenômeno Catarina,
organizado pela Sociedade Brasileira de Meteorologia - SBMET, com
o apoio do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do
CPTEC - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos,
realizado em São José dos Campos, nos dias 28 e 29
de junho de 2005.
O evento teve como objetivo principal discutir as características
dinâmicas e sinóticas do ciclo de vida do ciclone Catarina,
e compara-las com outros tipos de ciclones intensos observados em
outras partes do globo.
A equipe organizadora:
Manoel Alonso Gan (CPTEC/INPE) – Presidente do Comitê
Organizador
Hugo José Braga - EPAGRI-CIRAM
Marcos Massari - SOMAR
Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva - Presidente da SBMET
Nelson Jesus Ferreira - CPTEC/INPE
Pedro Leite da Silva Dias - IAG/USP
A SBMET expressa seus agradecimentos aos nossos
patrocinadores que possibilitaram a realização do
evento. |
| Confirmado:
Catarina foi considerado furacão na sua fase final
No debate sobre a classificação
do Catarina, conclui-se que este se formou como um ciclone nas latitudes
subtropicais do Oceano Atlântico Sul e, ao se deslocar em
direção ao continente, adquiriu as características
de um furacão.
A recomendação final: na eventualidade de outros ciclones
deste tipo se formarem na costa brasileira, do ponto de vista da
divulgação, deverão ser chamados de furacões,
quando atingirem alta intensidade, tendo em vista a distinção
clara de eventos não tão severos.
O
Catarina atingiu os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul
entre os dias 27 e 28 de março de 2004, provocando ventos
de até 180 km/h. Cerca de 1. 500 casas foram destruídas
e mais de 40 mil foram danificadas, com um prejuízo calculado
em mais de R$ 1 bilhão. Três pessoas morreram e outras
sete continuam desaparecidas.
O Catarina se formou no Atlântico Sul dentro
de um ciclone extratropical na fase oclusa, o qual estava associado
a uma frente fria que passou pelo país. Ao deslocar-se em
direção ao continente adquiriu as características
de um furacão - fenômeno que une chuva intensa
e ventos fortíssimos, além da formação
de um olho.
Os pesquisadores acreditam que o surgimento do
Catarina possa estar associado a mudanças e "anomalias"
climáticas e atmosféricas, como as verificadas na
ocasião. Um verão mais frio que o normal nas regiões
Sudeste e Sul, com temperatura da superfície do mar elevada,
próxima a 26ºC na costa da região Sul, uma das
condições principais para o surgimento dos furacões
no hemisfério norte. Acredita-se na possibilidade, apesar
de remota, do surgimento de um novo evento Catarina. |
Na abertura, a coordenadora do CPTEC-INPE
Maria Assunção Faus da Silva Dias ressaltou a importância
do fenômeno Catarina para a Meteorologia e para a Sociedade.
(Palestra
I, Palestra
II , Palestra III, Palestra IV, Palestra V - zip)
Em seguida, o Reinaldo
Hass (zip) - UFSC relatou sua experiência em ter alcançado
o "olho" do Catarina.
Duas palestras versaram sobre as condições sinóticas
associadas ao desenvolvimento do Catarina:
Wallace Menezes (zip) – UFRJ; Augusto
Pereira (zip) – IAG/USP. |
A comparação
do Catarina com os ciclones tropicais-Furacões foi realizada
por
Jack Beven (zip) - Centro Nacional de Furacões dos Estados
Unidos - Miami, Florida.
A experiência com os ciclones híbridos e intensos, muito
comuns na costa leste da Austrália, foi apresentada por Greg
Holland (zip) do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas
- Boulder, Colorado. Um estudo comparativo com baixas polares e ciclones
do Mediterrâneo foi exposto por Manoel
Gan (zip) – INPE-CPTEC. |
Catarina foi consequência
de "anomalias" climáticas e atmosféricas
Incertezas na previsão numérica do
Catarina e as anomalias de escala planetária observadas durante
o período do evento foram tratadas por Pedro Dias (
Palestra I e Palestra
II - zip) – IAG/USP e José
Paulo Bonatti (zip) – INPE/CPTEC.
O efeito das mudanças climáticas na freqüência
de ocorrência de fenômenos extremos foi enfocado por
José
Marengo(zip) INPE/CPTEC.
Na primeira mesa redonda realizada, foram abordados os sistemas
de
previsão de ciclones intensos em outros paises: Jack
Beven e Greg.
Holland. (zip)
Em uma outra, a experiência brasileira na previsão
do tempo do evento Catarina foi abordada por: Giovanni
Dolif (zip) - INPE/CPTEC; Hugo José Braga – EPAGRI/CIRAM,
César Duquia - SIMEPAR, Alberto
Pedrassani Costa Neves (zip) – SMM, Márcio
Custódio (zip) - SOMAR e Expedito
Rebello (zip) - INMET. |
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País
deve se preparar melhor para prever tempestades severas
Várias
recomendações
foram propostas, com as principais sendo comunicadas a midia
por Justi, Presidente da SBMET:
Criar
um Centro de Alerta de tempestades severas, eventualmente
distribuído
. .nacionalmente na forma de
um conjunto de especialistas que.são
ativados nos
. .momentos oportunos;
Investir
em capacitação em tempo severo, formando meteorologistas
preparados
. .tecnicamente e também
para lidar com a mídia. |
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